O curso de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora – campus Governador Valadares (UFJF-GV) obteve a nota máxima, conceito 5, no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (Enamed) de 2025. Além disso, o percentual de concluintes considerados proficientes foi de 95,1%. O resultado posiciona a instituição entre as de excelência no país.
A Medicina da Universidade Vale do Rio Doce (Univale), instituição privada de Governador Valadares, ficou entre os 45 cursos com conceito 2. O percentual de proficiência foi de 52%. Com isso, o curso fica proibido de ampliar vagas.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Saúde (MS), em Brasília.
Enamed é a modalidade do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de medicina e permite o aproveitamento de seus resultados nos processos seletivos de programas de residência médica. Os resultados apresentados referem-se aos 351 cursos de medicina que participaram do exame em 2025.
Promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do MEC, o Enamed tem como objetivo aferir as competências, conhecimentos e habilidades dos estudantes concluintes de Medicina em todo o território brasileiro.
Punições
Os cursos com conceito 1 – com menos de 30% de concluintes proficientes – sofrerão suspensão de ingresso; os com percentual de proficiência entre 30% e 40% terão redução de 50% da oferta de vagas. Os cursos na faixa 2, com 40% a 50% de concluintes proficientes passam por redução de 25% das vagas. Esses grupos (com percentural entre 30% a 50%) estão impedidos de ampliar vagas e terão suspensa a participação no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais.
O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o objetivo “não é aplicar sanções ou penalidades intencionais a qualquer instituição, mas assegurar a formação de médicos de qualidade no Brasil”.
Santana ressaltou que mais de 80% dos cursos superiores de medicina no Brasil são oferecidos por instituições de ensino superior privadas e que instituições que cobram mensalidade dos alunos devem apresentar qualidade no ensino.
“O que estamos avaliando é se os cursos têm uma boa infraestrutura, se eles têm monitoria, laboratório, se têm bons professores. E isso a gente só pode fazer avaliando os resultados e, também, dialogando com as instituições para que possam melhorar”, considerou.
