Início Arquivo Após boicote, Guilherme Jacob será empossado hoje no Conselho de Transparência

Após boicote, Guilherme Jacob será empossado hoje no Conselho de Transparência

após boicote, jacob será empossado hoje no conselho de transparência e controle social
O advogado e ativista Guilherme Jacob. Foto: Arquivo pessoal

Por determinação judicial, a Controladoria-Geral do município, órgão da Prefeitura de Governador Valadares, dará posse, na tarde de hoje (3), ao advogado Guilherme Jacob de Oliveira, 27, no Conselho Municipal de Transparência e Controle Social (CMTCS). Após concorrer e ser eleito, o nome dele foi vetado pela administração.

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Além disso, a prefeitura deverá realizar cerimônia exclusiva – que acontece hoje, às 16h, auditório Luiz Franco, 5º andar da prefeitura -, no mesmo formato oferecido aos demais conselheiros empossados em junho deste ano, e com a mesma divulgação dada nos meios oficiais de comunicação.

Guilherme Jacob, que também é ativista de controle social, havia sido eleito em março deste ano – quando se deu a eleição para o Conselho de Transparência -, como  representante da Aadvog (Associação dos Advogados de GV), mas teve o nome boicotado um dia antes da cerimônia de posse, ocorrida no dia 22 de junho.

O motivo foi o ativista ter protocolado, nos últimos anos, mais de 90 pedidos de  informações que resultaram em uma ação popular (5017540-17.2020.8.13.0105), dois mandados de segurança (5009708-30.2020.8.13.0105 e 5002084-90.2021.8.13.0105) e cinco inquéritos civis (0105.21.001731-2, 0105.21.001857-5, 0105.21.000755-2, 0105.21.000949-1, 0105.21.000981-4) contra o município.

Ao tomar conhecimento que a Controladoria-Geral havia vetado seu nome, o advogado impetrou mandado de segurança solicitando a homologação de seu nome, nomeação e posse como membro titular do CMTCS. A Justiça concedeu e deu prazo de 30 dias para que Jacob fosse efetivado no Conselho. A prefeitura, porém, recorreu da decisão.

No entanto, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o desembargador (inclusive de Valadares) Roberto Apolinário de Castro rejeitou o recurso.

O que diz Jacob

“O parecer do Ministério Público, a sentença do Juiz de 1ª Instância e a decisão do Presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, todos reconhecendo a ilegalidade do ato praticado pelo Controlador-Geral do Município, Luciano Souto, e da substituição do meu nome realizada pela Aadvog, acabam por desmascarar a falsidade da propaganda realizada pela prefeitura de uma suposta realidade baseada no “combate à corrupção” e na “defesa da transparência”. Fica exposto ao público de Valadares aquilo que muitos têm conhecimento e vivenciam na realidade: uma prefeitura marcada por perseguição política, a ponto de se escolher quem deve fiscalizá-la no Conselho Municipal de Transparência e Controle Social. Felizmente, hoje venceram a democracia e o republicanismo contra as práticas deste coronelismo disfarçado. Com este fato, torço para que outros cidadãos também se sintam encorajados a participar da vida pública da cidade, resistindo e rompendo com tais práticas que tanto fazem mal para o nosso avanço civilizatório. Não menos oportuno, a decisão do Judiciário serve como provocação para que os cidadãos denunciem e não se sujeitem a terceiros simplesmente pelo poder econômico e/ou político que detêm.”

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