
Três personagens ligados a Governador Valadares estiveram no centro do noticiário político nacional, estadual e regional neste mês de julho. O principal deles é o deputado federal licenciado e presidente do Republicanos em Minas Gerais, Euclydes Pettersen, um dos 48 indiciados pela Polícia Federal no primeiro relatório final da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O indiciamento integra a fase policial da investigação e não representa condenação.
Caberá agora à Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar o relatório e decidir se apresenta denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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Além de Euclydes, também ganharam espaço na imprensa o deputado estadual Enes Cândido (PSD) e Alexandre Ferreira Merlo, filho do ex-prefeito de Governador Valadares, André Merlo.
Embora não tenham sido indiciados, Enes Cândido e Alexandre Merlo passaram a figurar no noticiário após serem citados no relatório da Polícia Federal. No caso de Enes, o documento menciona o pagamento de faturas de cartão de crédito por uma empresa de Governador Valadares apontada pelos investigadores como um dos canais utilizados para movimentação de recursos do suposto esquema.
Segundo o relatório, uma das faturas, de aproximadamente R$ 19 mil, continha o endereço de uma antiga residência ligada ao parlamentar. Enes nega qualquer irregularidade e ressalta que não foi indiciado pela Polícia Federal. Alexandre Merlo também afirma não ter cometido qualquer ilegalidade e igualmente não foi indiciado.
Já com relação Euclydes Pettersen, a PF atribui ao parlamentar papel de destaque no suposto esquema investigado, apontando-o como um dos principais articuladores políticos do grupo. O deputado voltou a negar qualquer participação nos fatos. Ele reafirma que nunca indicou nomes para cargos no INSS e sustenta que o indiciamento representa apenas a conclusão da fase investigativa, sem abertura de ação penal ou condenação.





