
A semana que passou foi conturbada para os deputados federais de Governador Valadares. Euclydes Pettersen (Republicanos), Hercílio Coelho Diniz (MDB) e Leonardo Monteiro (PT) se tornaram alvos de críticas em Minas Gerais após a votação da chamada PEC da Blindagem (PEC 3/21).
Na última terça-feira (16), os três parlamentares votaram a favor da proposta, aprovada folgadamente nos dois turnos da Câmara: 353 a 134 no primeiro e 344 a 133 no segundo. O texto limita a atuação da Justiça e do Ministério Público ao exigir autorização prévia do Congresso, em votação secreta, para abrir investigações contra parlamentares e presidentes de partidos. Agora, a medida segue para análise no Senado.
A surpresa foi Leonardo
Os votos de Pettersen e Diniz, ambos favoráveis nos dois turnos, não surpreenderam. Já o posicionamento de Leonardo Monteiro repercutiu de forma bastante negativa. No primeiro turno, o deputado votou a favor da PEC, contrariando a orientação da bancada petista, que havia fechado questão contra a proposta. Apenas no segundo turno mudou sua posição, votando contra o texto.
Monteiro foi duramente criticado nas redes sociais. Em resposta ao O Olhar, repetiu a nota de esclarecimento que havia divulgado. Nela, ele justifica o voto inicial como um gesto para permitir a tramitação da matéria, dentro da “lógica dos acordos políticos” do Congresso.
Disse ainda que o voto que “vale” é o do segundo turno. A explicação, no entanto, não convenceu movimentos sociais e eleitores, já que a votação em primeiro turno foi determinante para o avanço da PEC. Após a repercussão, o parlamentar apagou a nota publicada em suas redes sociais.
Ficou em casa
Neste domingo (20), manifestações contra a PEC da Blindagem e contra a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro mobilizaram as ruas em 18 capitais e em dezenas de cidades do Brasil. Valadares foi uma delas. Na Praça dos Pioneiros, o nome de Leonardo Monteiro voltou a ser citado por militantes e movimentos sociais, mas o deputado não estava presente: ele preferiu acompanhar os protestos de casa a enfrentar eleitores nas ruas.





