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Sem reserva, secretário da Fazenda coloca em dúvida pagamento do 13º

Sem reserva, secretário da Fazenda coloca em dúvida pagamento do 13º
Secretário da Fazenda não confima pagamento do 13º salário dos servidores. Foto: O Olhar

O secretário Municipal da Fazenda, Thiago Henrique Ferreira, não garantiu que a Prefeitura de Governador Valadares já tenha assegurados os recursos necessários para o pagamento do 13º salário dos servidores municipais no fim deste ano. Questionado pela presidente do Sinsem-GV (Sindicato dos Servidores Municipais) e vereadora Sandra Perpétuo (PT), durante a prestação de contas realizada nesta terça-feira (29), na Câmara Municipal, ele afirmou que a administração trabalha para efetuar o pagamento, mas frisou que uma reserva financeira destinada à despesa foi utilizada durante o período em que o vice-prefeito José Bonifácio Mourão (PL) esteve no comando do Executivo.

Mourão assumiu a Prefeitura em 15 de maio, após a cassação do mandato do prefeito Coronel Sandro (PL), e permaneceu no cargo até o retorno do titular, no dia 21 de julho. Ao explicar a situação do 13º, Thiago afirmou que, quando a atual equipe reassumiu a administração, constatou que os recursos que haviam sido reservados já tinham sido utilizados.

A explicação surgiu após Sandra perguntar diretamente se os servidores poderiam ficar tranquilos quanto ao recebimento do 13º salário no fim do ano. A resposta do secretário, no entanto, não trouxe essa garantia.

Segundo Thiago, existe previsão orçamentária para a despesa, mas isso não significa que os recursos estejam disponíveis em caixa. O secretário afirmou que a Prefeitura trabalha para assegurar o pagamento.

Dinheiro pagou fornecedores

Durante a audiência, Sandra questionou a forma como o uso da reserva estava sendo apresentado e lembrou que o dinheiro não desapareceu dos cofres municipais. Os recursos foram utilizados para quitar compromissos da própria Prefeitura, entre eles pagamentos a fornecedores – conforme confirmou o próprio secretário.

“Eu não posso fazer reserva com aquilo que eu devo”, argumentou a vereadora. Ela também reforçou que a utilização dos recursos durante a passagem de Mourão pelo Executivo não significou que o dinheiro tenha sido gasto fora das obrigações municipais, mas usado para quitar outras despesas do município, principalmente pagamentos a fornecedores.

Ainda assim, ao responder sobre uma despesa obrigatória e previsível como o 13º salário, Thiago atribuiu a perda da reserva a decisões tomadas durante a gestão interina e não informou, durante a resposta, se uma nova reserva já havia sido recomposta em valor suficiente para garantir o pagamento.

13º sem definição

Sandra destacou a preocupação dos trabalhadores com a indefinição e reforçou que o 13º salário não constitui benefício eventual ou gratificação concedida pela administração. “O 13º não é prêmio, é parte do salário dos servidores”, disse.

A Prefeitura, segundo o secretário da Fazenda, tem previsão orçamentária para o pagamento, mas a audiência terminou sem uma confirmação de que haja atualmente disponibilidade financeira suficiente para quitar integralmente o 13º no fim do ano.

Thiago garantiu, no entanto, que a administração trabalha para viabilizar o pagamento e que a folha dos servidores está entre as prioridades do governo.

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