
Governador Valadares manterá quatro representantes diretamente ligados ao município nos Legislativos estadual e federal a partir de 2027. O resultado das eleições deste domingo (4) renovou parte dos nomes, mas preservou o número de representantes da cidade.
Na Câmara dos Deputados, Leonardo Monteiro (PT) foi reeleito com 78.841 votos e Vinícius Diniz (PL), com 80.567 votos, conquistou seu primeiro mandato. Leonardo seguirá para o sétimo mandato consecutivo, enquanto Vinícius, empresário e filho do atual deputado federal Hercílio Coelho Diniz (MDB), chegará pela primeira vez ao Congresso Nacional.
Atualmente, Valadares conta com três deputados federais: Leonardo Monteiro, Hercílio Diniz e Euclydes Pettersen (Republicanos). Hercílio não disputou a reeleição e Vinícius, seu filho, concorreu à Câmara pela primeira vez. Euclydes tentou permanecer no cargo, mas não conseguiu renovar o mandato, embora tenha recebido mais votos que os dois parlamentares eleitos: 92.285 votos.
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Enes Cândido (PSD) foi reeleito para o segundo mandato, com 105.263 votos. Em 2022, quando chegou pela primeira vez à Assembleia, havia recebido 70.472 votos.
Valadares chega ao Senado
A quarta representação virá do Senado Federal. Com a eleição de Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o governo de Minas Gerais no primeiro turno, o empresário valadarense Alex Diniz (PL), primeiro suplente do senador, assumirá a cadeira deixada por ele.
Alex permanecerá no Senado até o fim do mandato para o qual Cleitinho foi eleito em 2022, previsto para fevereiro de 2031.
Com a mudança, a partir de 2027 Valadares terá Leonardo Monteiro e Vinícius Diniz na Câmara dos Deputados, Enes Cândido na Assembleia Legislativa e Alex Diniz no Senado.
Euclydes fica fora da Câmara
Euclydes Pettersen (Republicanos) não conseguiu a reeleição e deixará a Câmara dos Deputados em 2027, após dois mandatos consecutivos. Ele havia sido eleito pela primeira vez em 2018 e reeleito em 2022.
A disputa pelo terceiro mandato ocorreu no mesmo ano em que o parlamentar foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Segundo a investigação, o deputado teria recebido ao menos R$ 14,7 milhões em propina e atuado em favor do grupo investigado. Euclydes nega envolvimento no esquema. Ele afirmou não ter participação nos fatos investigados e ressaltou que o indiciamento não representa condenação.





